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Agradecimento »

Testemunho: Pr. Deni e Vanessa Belotti

Por questões de agenda somente ontem pudemos comparecer ao Louv’ação, justamente no “fechamento”… Confesso que a muito não nos sentíamos tão envolvidos pelo Sh’cheenah como aconteceu ontem, desde o início do culto.

Quando eu tinha três anos de idade fui jantar com meus pais na casa de uns amigos deles e, como toda criança desta idade, foi difícil segurar-me sentadinho à mesa com os demais durante muito tempo. Numa das minhas escapadas achei um piano e imediatamente comecei a brincar com aquelas “coisinhas” brancas e pretas. Meu pai era um colecionador de discos de ópera. Fui gerado ouvindo música, passei o período de gravidez ouvindo música, nasci ouvindo música e naquela noite, ao brincar com as teclas do piano, meu ouvido reagiu a todo este estímulo acumulado e, praticamente sem perceber, toquei os acordes iniciais de Granada, uma das músicas preferidas do meu pai. Assim que terminei de tocar pela segunda ou terceira vez, me lembro de ver meu pai entrar correndo na sala onde eu estava com a cara mais assustada que eu já tinha visto (bom, com três anos eu não tinha visto muitas…) e confesso que minha primeira reação foi de que eu tinha feito algo errado e iria levar uma bronca, mas meu pai disse com muito entusiasmo: toque isto outra vez! – e foi o que eu fiz. Ele disse: de novo! – e eu toquei mais uma vez. Depois de passar mais alguns minutos naquele piano acabei por tocar toda a música – para delírio de meu pai. No dia seguinte ele me comprou o piano que me acompanha até hoje e que, aos (quase) 49 anos de idade, mudou-se comigo tantas vezes de casa, cidade e estado que dá até dó…

Em 1 Samuel 10, Saul (que não chega a ser um bom exemplo de ungido consistente…) foi exposto a um grupo de músicos que possuiam um poderoso ministério profético. A ministração deles afetou tão profundamente a Saul que ele “tornou-se um outro homem”. Este é o poder das artes! Quando o oratório “O Messias” estreou em Londres, Lord Kinnoul parabenizou Handel após o excelente “entretenimento”. Handel arrepiou-se ao pensar em sua música como mero entretenimento. “Meu senhor, eu lamentaria muito se apenas os tivesse entretido. Eu gostaria de torná-los melhores,” disse ele.

As artes podem ter um poderoso impacto se forem produzidas na unção e no poder do Espírito Santo. Deus usou um músico para abrir o coração de Eliseu à profecia (2 RS 3:15). Do mesmo modo, uma peça artística inspirada nas mãos de um artista ungido pode ser extremamente poderosa. Uma canção ungida, cantada por um intérprete cheio do Espírito Santo, resulta num santo momento. Artistas cristãos não podem fazer o que fazem dissociados d’Aquele que os dotou. Parabéns por não ter esquecido que a mensagem do Louv’ação não está nas demonstrações atrativas dos talentos ali reunidos, mas na “demonstração de poder do Espírito” (1 Co 2:4). Um dos temas que permeiam o livro de Esdras é o de que a mão de Deus estava sobre ele em tudo o que fazia. Precisamos, hoje mais do que nunca, da poderosa mão do Senhor sobre os artistas da igreja. E sei que Ela está sobre você…

Obrigado por ter-se permitido ser, mais uma vez, canal de bençãos nas vidas de tantos…inclusive na minha e na de minha esposa.

Abraços e bençãos

Pr. Deni & Vanessa Belotti

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June 16, 2009 - 2:28 PM
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